“Quando entrei no Carmelo, encantada com a beleza e profundidade da vida carmelitana, fui incentivada a cada vez mais viver numa profunda intimidade com Deus, e despertou-se em mim o desejo de que também em minha diocese houvesse um Carmelo, e que este atraísse muitas almas para Ele.”
Estas são as palavras da Ir. Maria do Carmo de Cristo Rei, fundadora-idealizadora do Carmelo de Franca, que trazia há muitos anos o desejo de que houvesse um Carmelo em sua diocese de origem, a diocese de Franca.
Tendo entrado inicialmente no Carmelo em Mogi das Cruzes, trazia em si este desejo que era algo tão forte que tomava conta de seu coração e sua mente. Ela nos contou que diversos bispos de Ribeirão Preto, que desejavam o Carmelo, ou eram transferidos, ou morriam sem concretizar o feito, ou esqueciam o assunto. Foram anos de silêncio de Deus e ela esperava a hora de sua divina vontade se manifestar.
Entretanto, nosso Deus nos presenteou. O mesmo desejo estava também no coração do nosso querido Bispo Dom Diógenes Silva Matthes, primeiro bispo de Franca. Ele desejava trazer o Carmelo para o coração da diocese de modo que fosse um oásis de oração, uma ajuda orante para os sacerdotes e para todo o povo de Deus. Dom Diógenes fez o pedido da fundação para os superiores da Ordem e foi aceito. O Provincial do Carmelo naquele ano era o Frei Patrício Schiadini, OCD.
Nosso Bispo Dom Diógenes procurou o Carmelo de Cotia e lá recebeu a esperada ajuda para a fundação. Este Carmelo estaria à frente da nova fundação. Madre Maria Raimunda dos Anjos, natural de Ituverava- SP, cidade pertencente à diocese de Franca, viria à frente desta fundação! Ao longo dos anos se demonstrou como uma carmelita fervorosa, cheia de zelo pela observância carmelitana e de uma dedicação sem igual à comunidade, não se poupou nos serviços da casa e na generosidade e doação a Deus e às irmãs. Era muito estimada por todas! Era sempre fiel. Amava muito nossa Ordem.
Após feita a escolha das irmãs fundadoras, que também vieram de outros Carmelos, estas se reuniram em fevereiro de 1987, no Carmelo de Cotia, para se conhecerem e elaborarem os costumes do Carmelo nascente. Permaneceram ali por sete meses. Às nossas irmãs fundadoras, a nossa gratidão.

"O Tabernáculo. Só a lâmpada vos faz companhia. Ela me lembra sem cessar isto que eu deveria ser e fazer por vós neste medonho deserto desta vida, esperando ser recebida eternamente na plenitude de vossa solidão, ó meu Deus a quem neste momento eu adoro, em quem eu repouso e gozo..."
Somos monjas carmelitas descalças e estamos na cidade de Franca há 39 anos. A vida carmelitana é vida de oração. A isso nos convida Santa Teresa. Com um coração cheio de fé, ela possuía a certeza de que poderia contribuir, com a oração, para a salvação das almas. A oração que Santa Teresa ensina às suas filhas envolve toda a Igreja, significa participação no corpo místico de Cristo, não pode ser vivenciada de modo individualizado e nos possibilita alcançar, pelos méritos de Cristo, as graças para os que mais necessitam. O fruto da oração recai sobre as almas, sobre todo o povo de Deus e sobre toda a humanidade. É o próprio amor de Cristo que nos capacita a isto, é Ele quem nos torna operantes em seu corpo e nos permite abraçar, com o coração, o mundo inteiro.
“Este é o segredo de minha vida no Carmelo: a vida da carmelita é uma comunhão com Deus da manhã à noite.”
Santa Elisabeth da Trindade
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